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Finanças para casais: como dividir (de modo justo) as despesas com seu parceiro

Parafraseando um velho (e conhecido) clichê, todo início de relacionamento é um mar de rosas. São horas intermináveis ao telefone, vários -“Desliga você!”, -“Ah, não! Desliga você primeiro”, muitas DR’s e promessas de amor sem fim.

O que parece, na realidade, é que grande parte dos casais se mostram inteiramente dispostos a se adaptar a realidade do outro apenas para cumprir um protocolo amoroso, para que consigam conviver em harmonia e respeito dentro dos limites do romance. Horas a fio apenas para falar do lado bom de se ter um par.

Neste caso, perde quem desligar primeiro ou quem falar de detalhes incômodos como: dinheiro.

Nem tudo são flores

Quando o assunto finanças entra no circuito, traz a tona a realidade mundial. Segundo o o Serviço de Proteção ao Crédito – SPC/SERASA, questões financeiras representaram 56% das causa de divórcio nos últimos seis anos.

Quer dizer, o que era pra ser solução se tornou a principal causa de brigas entre os cônjuges. O tema finanças para casais é um assunto que ainda é raramente discutido nas conversas sadias e nas juras de felizes para sempre.

Muitos ainda carregam o conceito (errôneo) de: o que é meu, é meu e o que seu é nosso. Não é raro você se deparar com amigos que dividem o lar com alguém e simplesmente não faz ideia do quanto aquela pessoa ganha de salário.

Como, então, realizar um planejamento financeiro se você não está em posse de uma informação imprescindível na elaboração de um orçamento mensal? Ou até mesmo saber onde há o maior desperdício da renda? E quando um dos envolvidos ganha mais que o outro? Até que ponto vale a pena esse esconderijo?

Como dividir as despesas de forma justa com o seu parceiro

De maneira pacífica, chame seu parceiro e conversem. Façam um levantamento de todos os gastos mensais, sejam eles pessoais ou domésticos, bem como das rendas e registrem onde achar conveniente.

A partir dai, verifique o quanto cada um pode contribuir com as despesas da casa. Afinal, uma pessoa que ganha um salário mínimo não tem condições de contribuir da mesma maneira de uma que ganha o dobro disso.

Para facilitar o entendimento, faça a seguinte conta:

Viu como é fácil?

O resultado final dessa conta é o valor limite que cada um pode dispor de sua renda para contribuir nas despesas. Cada um contribui como pode, não fica pesado pra ninguém e evita desgastes. Claro que, em situações difíceis, um ajuda mais e outro menos. Mas, tudo é conversado.

Finanças para casais: por que esse tema não deve ser um tabu?

Sabemos o quanto é difícil tratar de um assunto para quem não está inserido ou não faz questão de se comprometer. Quanto mais esconder, melhor. Quanto mais cervejas tomar sem sua mulher saber, melhor. Quanto mais sapatos comprar escondido, melhor. Melhor para quem?

Sabemos também que é cultural esse tipo de comportamento. Mas é interessante herdar ou copiar o que é bom. O que não acrescenta em nada ou só atrapalha a nossa evolução, dispense.

Para que você não se sinta traído financeiramente pelo seu parceiro, é importante que esse tipo de assunto seja incluso nas pautas de conversa, na rotina do casal.

Quando dois se torna apenas um, isso não é apenas palavras ditas ao acaso, faz parte da construção de uma rotina a dois. Vá começando aos pouquinhos. Entenda que nada muda da noite para o dia.

Os caminhos das finanças para casais só se tornam obscuros quando não há flexibilidade para mudanças.

E você, como faz a divisão em seu lar? Conta pra gente nos comentários!

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